A PAZ QUE TRAGO EM MEU PEITO
A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se
quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma
decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de
algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na
fé...
Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor
ou, pelo menos, tentou...
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos
momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que
constroem.
Ter paz é ter um coração que ama...
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho
que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se
espreguiçam...
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é
respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se
quer dizer...
Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho,
agradecer...
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas,
as carências...
A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros
como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os
insetos...
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não
possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e
ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa
o mundo...
A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas
da vida, o que a elas tiver oferecido.
Pense nisso!
Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um
poderoso aliado chamado silêncio.
Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes.
Quando alguém está irritado.
Quando a maledicência te procura.
Quando a ofensa te golpeia.
Quando alguém se encoleriza.
Quando a crítica te fere.
Quando escutas uma calúnia.
Quando a ignorância te acusa.
Quando o orgulho te humilha.
Quando a vaidade te provoca.
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é
uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.
Pense nisso!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
É POSSÍVEL SER BOM
Há no mundo pessoas cuja bondade causa encantamento geral.
São exemplos: madre Teresa de Calcutá, irmã Dulce, Francisco
Cândido Xavier, dentre outros.
Não há nada como a grandeza alheia para fazer a criatura
perceber a própria pequenez.
Assim, o altruísmo dessas grandes almas torna as pessoas
conscientes da necessidade de burilarem o próprio caráter.
Ao mesmo tempo, exemplos de virtudes tão transcendentes parecem
demasiado longínquos às criaturas comuns.
Realmente, ninguém vira missionário do amor de um momento para
outro.
Ocorre que o bem possui infinitas formas.
Não é necessário ser sublime para ser bom.
As virtudes são conquistas graduais do espírito, que lentamente
as incorpora em seu modo de ser.
A criatura aprende a amar em um círculo restrito, composto de
familiares e amigos.
Paulatinamente, ela expande o sentimento, que por fim abarca a
humanidade toda.
Jesus é o perfeito exemplo do amor universal.
Malgrado as fissuras morais que ainda caracterizam a humanidade,
ele nos ama profundamente.
Ainda estamos muito longe de tão sublime sentimento.
Mas em algum momento é preciso que nos decidamos pelo bem.
A vaidade faz com que o homem vincule a idéia de virtude a atos
retumbantes.
Ele imagina que somente assim todos perceberiam o seu valor e o
admirariam.
Nessa ótica, pequenas coisas não teriam qualquer valor.
Mas é a soma de diminutos esforços que conduz a um grande
resultado.
Ademais, a felicidade, que constitui a meta real da humanidade,
não se identifica com a aclamação pública.
Esse sentimento de plenitude relaciona-se com a paz de quem
possui a consciência tranqüila.
Ante a exortação do cristo: "amai-vos", torna-se evidente nosso
dever de colaboração mútua.
Somente quem procura auxiliar o progresso geral realiza sua
missão na terra.
E não há como viver em paz traindo o próprio destino.
Na verdade, todos no mundo têm oportunidade de ser úteis.
Apenas o egoísmo impede a prática do bem.
Talvez ainda não tenhamos estofo moral para atos de genuíno
desprendimento.
Quiçá, dedicar a vida ao bem coletivo ainda não esteja ao nosso
alcance.
Mas podemos fazer o bem em nosso restrito círculo de atuação.
Embora certas atitudes sejam singelas, elas constituem os
primeiros passos na direção ao sumo bem.
Por exemplo, ser bom pai, filho ou irmão.
Não é preciso ostentar virtudes angelicais para tratar bem os
subordinados, para ser um bom profissional.
A gentileza com o próximo, qualquer que seja a sua situação, não
demanda grande esforço.
Ser pontual, honesto e confiável também nada tem de excepcional.
Contudo, tais características são preciosas na vida em
sociedade.
Imagine-se um ambiente composto exclusivamente de seres gentis,
íntegros e cumpridores de seus deveres.
Não é difícil conceber o quão prazeroso seria viver nele.
O clima psíquico da terra compõe-se da vibração de todas as
pessoas que a ela se vinculam.
Está em nossas mãos colaborar para que nosso planeta
gradualmente se converta em um paraíso.
Para tal, não são necessários atos grandiosos.
Basta fazermos o bem na medida de nossas possibilidades.
Pensemos nisso
Há no mundo pessoas cuja bondade causa encantamento geral.
São exemplos: madre Teresa de Calcutá, irmã Dulce, Francisco
Cândido Xavier, dentre outros.
Não há nada como a grandeza alheia para fazer a criatura
perceber a própria pequenez.
Assim, o altruísmo dessas grandes almas torna as pessoas
conscientes da necessidade de burilarem o próprio caráter.
Ao mesmo tempo, exemplos de virtudes tão transcendentes parecem
demasiado longínquos às criaturas comuns.
Realmente, ninguém vira missionário do amor de um momento para
outro.
Ocorre que o bem possui infinitas formas.
Não é necessário ser sublime para ser bom.
As virtudes são conquistas graduais do espírito, que lentamente
as incorpora em seu modo de ser.
A criatura aprende a amar em um círculo restrito, composto de
familiares e amigos.
Paulatinamente, ela expande o sentimento, que por fim abarca a
humanidade toda.
Jesus é o perfeito exemplo do amor universal.
Malgrado as fissuras morais que ainda caracterizam a humanidade,
ele nos ama profundamente.
Ainda estamos muito longe de tão sublime sentimento.
Mas em algum momento é preciso que nos decidamos pelo bem.
A vaidade faz com que o homem vincule a idéia de virtude a atos
retumbantes.
Ele imagina que somente assim todos perceberiam o seu valor e o
admirariam.
Nessa ótica, pequenas coisas não teriam qualquer valor.
Mas é a soma de diminutos esforços que conduz a um grande
resultado.
Ademais, a felicidade, que constitui a meta real da humanidade,
não se identifica com a aclamação pública.
Esse sentimento de plenitude relaciona-se com a paz de quem
possui a consciência tranqüila.
Ante a exortação do cristo: "amai-vos", torna-se evidente nosso
dever de colaboração mútua.
Somente quem procura auxiliar o progresso geral realiza sua
missão na terra.
E não há como viver em paz traindo o próprio destino.
Na verdade, todos no mundo têm oportunidade de ser úteis.
Apenas o egoísmo impede a prática do bem.
Talvez ainda não tenhamos estofo moral para atos de genuíno
desprendimento.
Quiçá, dedicar a vida ao bem coletivo ainda não esteja ao nosso
alcance.
Mas podemos fazer o bem em nosso restrito círculo de atuação.
Embora certas atitudes sejam singelas, elas constituem os
primeiros passos na direção ao sumo bem.
Por exemplo, ser bom pai, filho ou irmão.
Não é preciso ostentar virtudes angelicais para tratar bem os
subordinados, para ser um bom profissional.
A gentileza com o próximo, qualquer que seja a sua situação, não
demanda grande esforço.
Ser pontual, honesto e confiável também nada tem de excepcional.
Contudo, tais características são preciosas na vida em
sociedade.
Imagine-se um ambiente composto exclusivamente de seres gentis,
íntegros e cumpridores de seus deveres.
Não é difícil conceber o quão prazeroso seria viver nele.
O clima psíquico da terra compõe-se da vibração de todas as
pessoas que a ela se vinculam.
Está em nossas mãos colaborar para que nosso planeta
gradualmente se converta em um paraíso.
Para tal, não são necessários atos grandiosos.
Basta fazermos o bem na medida de nossas possibilidades.
Pensemos nisso
O Poder de uma Gota
Tão pequenina, oh! menina.
Quem a vê não imagina seu poder, sua força, seu carisma, sua sina.
Se a vê cair, num oceano, num mar, se a vir sumir, nem se coloca a pensar.
Pra quê pensar?
Se cai na rua e rola ninguém percebe nem chora...
GOTA, que o calor evapora.
Tal gota, tal chama, tal como faísca que inflama,
mas basta a GOTA para apagar o fogo que começa a queimar.
Nem pense que a GOTA é pobre, que não tem vida, só morte,
pois quando a vida está indo, a GOTA é sorte que vem vindo.
GOTA que cai de mansinho, com sua força se solta, mergulha no rio a caminho, trazendo a vida de volta.
GOTA que cai.
Visão que se vai.
Qual imaginação.
Poder... Somos todos GOTAS, na imensidão do Universo.
Somos todos poder, na imensidão deste verso.
Nunca subestime a força de um sorriso...
o poder de uma palavra...
de um ouvido para ouvir...
um honesto elogio...
o envio de um e-mail...
ou até o menor ato de carinho!
Tão pequenina, oh! menina.
Quem a vê não imagina seu poder, sua força, seu carisma, sua sina.
Se a vê cair, num oceano, num mar, se a vir sumir, nem se coloca a pensar.
Pra quê pensar?
Se cai na rua e rola ninguém percebe nem chora...
GOTA, que o calor evapora.
Tal gota, tal chama, tal como faísca que inflama,
mas basta a GOTA para apagar o fogo que começa a queimar.
Nem pense que a GOTA é pobre, que não tem vida, só morte,
pois quando a vida está indo, a GOTA é sorte que vem vindo.
GOTA que cai de mansinho, com sua força se solta, mergulha no rio a caminho, trazendo a vida de volta.
GOTA que cai.
Visão que se vai.
Qual imaginação.
Poder... Somos todos GOTAS, na imensidão do Universo.
Somos todos poder, na imensidão deste verso.
Nunca subestime a força de um sorriso...
o poder de uma palavra...
de um ouvido para ouvir...
um honesto elogio...
o envio de um e-mail...
ou até o menor ato de carinho!
sábado, 12 de setembro de 2009

"Viver é caminhar. Viver é escolher trilhas.
Existem as veredas do corpo, e existem os caminhos do espírito.
Existem os relevos do mundo, e existem as paisagens da alma.
Existem os bens materiais, e existem as riquezas eternas.
Existem as cantigas do mundo, e existem as melodias da alma.
Há mundos dentro do mundo..."
quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Lâmpadas e inteligências
As lâmpadas servem para iluminar. Para isso, são dotadas de potências de iluminação diferentes.
Há lâmpadas de 60 watts, de 100 watts, de 150 watts... Esse número em watts diz o poder de iluminação da lâmpada.
Também as inteligências servem para iluminar.
Nos gibis, o desenhista, para dizer que um personagem teve uma boa ideia, desenha uma lâmpada acesa sobre a sua cabeça.
As inteligências, à semelhança das lâmpadas, também têm potências de iluminação diferentes.
Os homens inventaram testes para medir a "wattagem" das inteligências.
Ao poder de iluminação das inteligências deram o nome de "QI", coeficiente de inteligência.
As inteligências não são iguais. Pessoas a quem os testes inventados pelos homens atribuíram um QI 200, têm um poder muito grande para iluminar.
Alguns, para se gabar, chegam a mostrar sua carteirinha, dizendo que sua inteligência tem uma "wattagem" alta.
Mas, nós não olhamos para as lâmpadas. As lâmpadas não são para serem vistas. As lâmpadas valem pelas cenas que iluminam e não pelo brilho.
Olhar diretamente para a lâmpada ofusca a visão.
Há inteligências de "wattagem" 200 que só iluminam esgotos e cemitérios. E há inteligências modestas, como se fossem nada mais do que a chama de uma vela, que iluminam sorrisos.
Uma lâmpada não tem vontade própria. Ela ilumina o objeto que o seu dono escolhe para ser iluminado.
A inteligência, como as lâmpadas, não tem vontade própria. Ela ilumina os objetos que o coração do seu dono determina que sejam iluminados.
A inteligência de quem ama dinheiro ilumina dinheiro, a inteligência dos criminosos ilumina o crime, a inteligência dos artistas ilumina a beleza.
A inteligência é mandada. Só lhe compete obedecer.
* * *
As considerações luminosas de Rubem Alves nos fazem pensar um pouco a respeito de como estamos utilizando este grande instrumento que temos - a inteligência.
O que temos iluminado com ela? O que temos feito desta grande habilidade da qual dispomos?
Allan Kardec deixa claro que a inteligência nem sempre é penhor de moralidade, e o homem mais inteligente pode fazer um uso pernicioso das suas faculdades.
Assim, ter uma inteligência avantajada não significa ser um homem de bem, não significa ser uma alma evoluída.
É necessário que essa inteligência esteja sendo canalizada para o bem, para a civilização e aperfeiçoamento da Humanidade.
A mesma inteligência que desenvolve uma arma química pode desenvolver vacinas e remédios.
A mesma inteligência que manipula as leis e as pessoas em benefício próprio, pode ser a inteligência que auxilia, que defende os fracos e oprimidos.
A mesma inteligência das estratégias criminosas de usurpação do dinheiro público pode ser utilizada na reconstrução de cidades, na restituição da dignidade de povos abandonados por interesses materialistas.
Basta que a lâmpada ilumine o que deve iluminar, basta que façamos escolhas acertadas e demos ordens corretas à nossa inteligência.
A inteligência, como as lâmpadas, não tem vontade própria. Ela ilumina os objetos que o coração do seu dono determina que sejam iluminados.
Redação do Momento Espírita com base no texto Variações
sobre a inteligência, do livro O sapo que queria ser
príncipe, de Rubem Alves, ed. Planeta.
Em 28.08.2009.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
BEM E MAL SOFRER
Quando o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: "Fui o mais forte."
Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso.
Lacordaire. (Havre, 1863.)
Quando o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: "Fui o mais forte."
Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso.
Lacordaire. (Havre, 1863.)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Gentilezas diárias
voltar
A vida é repleta de pequenas gentilezas, tão sutis quanto marcantes no nosso cotidiano.
O jardim florido oferece um colorido para a paisagem, o sol empresta suas cores para o céu antes de se pôr, a borboleta ensina suavidade e leveza para quem acompanha seu voo.
A gentileza tem essa característica: sutil mas marcante, silenciosa e ao mesmo tempo eloquente, discreta e contundente.
O portador da gentileza o faz pelo prazer de colorir a vida do próximo com suavidade, para perfumar o caminho alheio com brisa suave que refresca a alma.
A gentileza tem o poder de roubar sorrisos, quebrar cenhos carregados ou aliviar o peso de ombros cansados pelas fainas diárias.
E ela se faz silenciosa, algumas vezes tímida, inesperada na maioria das vezes, surpreendendo quem a recebe.
A gentileza não se pede, muito menos se exige... É presente de almas nobres, presenteando outras almas, pelo simples prazer de fazer o dia do outro um pouco mais leve.
Você já experimentou o prazer de ser gentil? Experimente oferecer o seu bom dia a quem encontrar no ponto de ônibus, no elevador ou no caixa do supermercado.
Mas não o faça com as palavras saindo da boca quase que por obrigação. Deseje de sua alma, com olhos iluminados e o sorriso de quem deseja realmente um dia bom, para quem compartilha alguns minutos de sua vida.
A gentileza é capaz de retribuir com nobreza quando alguém fura a fila no supermercado ou no banco, com a sabedoria de que alguns breves minutos não farão diferença na sua vida.
Esquecemos que alguns segundos no trânsito, oferecendo a passagem para outro carro, ou permitindo ao pedestre terminar de atravessar a rua não nos fará diferença, mas facilitará muito a vida do outro.
E algumas vezes, dentro do lar, a convivência nos faz esquecer que ser gentil tempera as relações e adoça o caminhar.
E nada disso somos obrigados a fazer, mas quando fazemos, toda a diferença se faz sentir...
A gentileza se faz presente quando conseguimos esquecer de nós mesmos por um instante para lembrar do próximo. Quando abrimos mão de nós em favor do outro, por um pequeno momento, a gentileza encontra oportunidade de agir.
Ninguém focado em si mesmo, mergulhado no seu egoísmo, encontra oportunidade de ser gentil. Porque, para ser gentil, é fundamental olhar para o próximo, se colocar no lugar do próximo, e se sensibilizar com a possibilidade de amenizar a vida do nosso próximo.
Se não é seu hábito, exercite a capacidade de olhar para o próximo com o olhar da gentileza. Ofereça à vida esses pequenos presentes, espalhando aqui e acolá a suavidade de ser gentil.
E quando você menos esperar, irá descobrir que semear flores ao caminhar, irá fazer você, mais cedo ou mais tarde, caminhar por estradas floridas e perfumadas pela gentileza que a própria vida irá lhe oferecer.
voltar
A vida é repleta de pequenas gentilezas, tão sutis quanto marcantes no nosso cotidiano.
O jardim florido oferece um colorido para a paisagem, o sol empresta suas cores para o céu antes de se pôr, a borboleta ensina suavidade e leveza para quem acompanha seu voo.
A gentileza tem essa característica: sutil mas marcante, silenciosa e ao mesmo tempo eloquente, discreta e contundente.
O portador da gentileza o faz pelo prazer de colorir a vida do próximo com suavidade, para perfumar o caminho alheio com brisa suave que refresca a alma.
A gentileza tem o poder de roubar sorrisos, quebrar cenhos carregados ou aliviar o peso de ombros cansados pelas fainas diárias.
E ela se faz silenciosa, algumas vezes tímida, inesperada na maioria das vezes, surpreendendo quem a recebe.
A gentileza não se pede, muito menos se exige... É presente de almas nobres, presenteando outras almas, pelo simples prazer de fazer o dia do outro um pouco mais leve.
Você já experimentou o prazer de ser gentil? Experimente oferecer o seu bom dia a quem encontrar no ponto de ônibus, no elevador ou no caixa do supermercado.
Mas não o faça com as palavras saindo da boca quase que por obrigação. Deseje de sua alma, com olhos iluminados e o sorriso de quem deseja realmente um dia bom, para quem compartilha alguns minutos de sua vida.
A gentileza é capaz de retribuir com nobreza quando alguém fura a fila no supermercado ou no banco, com a sabedoria de que alguns breves minutos não farão diferença na sua vida.
Esquecemos que alguns segundos no trânsito, oferecendo a passagem para outro carro, ou permitindo ao pedestre terminar de atravessar a rua não nos fará diferença, mas facilitará muito a vida do outro.
E algumas vezes, dentro do lar, a convivência nos faz esquecer que ser gentil tempera as relações e adoça o caminhar.
E nada disso somos obrigados a fazer, mas quando fazemos, toda a diferença se faz sentir...
A gentileza se faz presente quando conseguimos esquecer de nós mesmos por um instante para lembrar do próximo. Quando abrimos mão de nós em favor do outro, por um pequeno momento, a gentileza encontra oportunidade de agir.
Ninguém focado em si mesmo, mergulhado no seu egoísmo, encontra oportunidade de ser gentil. Porque, para ser gentil, é fundamental olhar para o próximo, se colocar no lugar do próximo, e se sensibilizar com a possibilidade de amenizar a vida do nosso próximo.
Se não é seu hábito, exercite a capacidade de olhar para o próximo com o olhar da gentileza. Ofereça à vida esses pequenos presentes, espalhando aqui e acolá a suavidade de ser gentil.
E quando você menos esperar, irá descobrir que semear flores ao caminhar, irá fazer você, mais cedo ou mais tarde, caminhar por estradas floridas e perfumadas pela gentileza que a própria vida irá lhe oferecer.
Assinar:
Comentários (Atom)

